um pouco do que me interessa

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Coração bruto?



Chamei algumas palavras cá de dentro...Mas elas encheram minha boca, sem poder sair nenhuma....
Todas as palavras recolheram-se ao coração...murmurando.."

She e him toca
Uma chuva toma conta da cidade e inunda tudo.
Inunda seu corpo de uma "necessidade"
Tateia com olhos fechados
Pôs uma venda para se "entregar"
A venda fica enxarcada por que ela não sabe os por ques,os por ques?? dos fins
Ela chora,se despetala e o grande macaco a abraça
A dor ameniza
Como se ele tivesse uma caixa de emergência para seus machucados
Só que o sangue não é estancado e a doença "saudade"não passa
Ela não consegue escrever bem sobre ninguém
Foi só um post
Agora suas impressões se passam através de seus atos
Atos impulsivos ...ou não
Ela pode ser doce e mudar.Constantamente.Mudanças quando não se está segura ou quando não quer carregar algo que ela não pode
Ela faz uma seleção de músicas para alguém que não existe
Acordou hoje com a certeza de que tudo está morrendo
Ela não sabe regar as plantas....as suas flores morrem
Seu jardim fica vazio
Não permite que nenhuma semente seja cultivada
Medo dos abraços
Mas abraçou os mais pequenos,os que carregam a pureza que perdemos com o tempo,o ser saltitante que se perde nos tropeços.Ela se aperta contra corpos pequenos e conversava com tranquilidade e uma vontade enorme de chorar por saber que seres pequenos existem.
Está ela rodeando
Num grande poço
Sim ,talvez por isso não soube falar da tua obra
É ela ,talvez a mulher que busca metáforas num poço.Que vê o garoto lá do alto sendo várias coisas
Só que ela não sabe se quer ajuda ,uma corda para a tirar do poço
Por que nesse poço tÊm muitas lembranças.A água que a molha é uma letra,um homem,um garoto que a banha ,que a preenche quase como uma coisa contagiosa o peito.Engoliu demais essa água em seus desequilibrios ao cair na água.Está infecctada por ele ainda.
Ela saiu dos pensamentos e foi expelida como vômito pela boca dele.Ela que era tão doce e tão maluca
Ela continua a mesma.Rindo,acompanhando nos desenhos ,séries,que seja.Ela somente É e não quer ser uma boa cia.Ela é.Aceita este fato garota de vermelho.
Mesmo que ele tenha marcado no teu corpo como carimbo que você é frágil,que você não existe mais.
Ela tentou ler os dragões não conhecem o paraíso,mas o coração arde
Quando ana partiu....
Tem dias,nem todos que seu corpo boia no quarto.Ofélia.
O calendário tem a irritado
Não quer pensar no Natal,nem no fim do ano com fogos
Cartas dizem uma coisa e se apresentam outra
Parece que ela está com uma carta do baralho na mão ,como se ela fosse esperança de algo
Não"Não"Não!"garota
Ela sonha demais.Se ilude demais,mas não ilude os outros.Isso fere.
Ela sonha cantar nas ruas do centro a música da Olivia palito para Popeye
Não você não irá cantar garota
Nossa ela fala consigo mesma nestas páginas
Tem dias que tudo cansa
É patético,um melodrama de quinta categoria.
Para de sentir
Te esforça
Mas eu acho que tu já fizeste o possível
Está pulando demais no teu poço
Por isso que teus braços estão machucados e ai fica doloroso abraçar alguém novamente.Novamente com tanta vontade,com tanto sentimento
Sentimento que a muito não habita aqui nesta morada
Ela só é um corpo nu na grande cama contornada pela pouca luz
Ela é a que some
Precisa!!!!!!
Precisa voltar para seu poço
Não por querer um ato masoquista
Mas por que ela não consegue desmembrar do corpo a única paixão que ela teve
Não jogue pedras em seu rosto
Não tente entendê-la (Tudo acaba, leitor; é um velho truísmo (ou, 'uma velha verdade'), a que se pode acrescentar que nem tudo o que dura...dura muito tempo.)
Ela só é uma garota com coração partido
Max: Eu quero que você se cuide.
Horst: Eu faria isso se estivesse aquecido.
Max: Eu vou aquecer você.
Horst: Você não pode.
Max: Eu sei como.
Horst: Não, você não sabe.
Max: Eu sei. Sou muito bom nisso. Você mesmo disse.
Horst: Quando?
Max: Estou do seu lado.
Horst: Não comece.
Max: Eu vou fazer amor com você.
Horst: Agora não.
Max: Sim. Agora.
Horst: Estou com dor de cabeça. Não posso.
Max: Não brinque com isso. Eu vou fazer amor com você.
Horst: Não.
Max: Eu vou te aquecer. [Pausa.]
Horst: Você não consegue.
Max: Você vai se sentir aquecido...
Horst: Eu não consigo.
Max: Vai sentir isso. [Pausa.]
Horst: Nos meus dedos?
Max: Em toda parte.
Horst: Eu não consigo.
Max: Estou beijando seus dedos.
Horst: Eles estão dormentes.
Max: Minha boca está quente.
Horst: Elas estão frias.
Max: Minha boca está em chamas.
Horst: Meus dedos…
Max: Estão se aquecendo.
Horst: Estão?
Max: Eles estão ficando quentes.
Horst: Não sei.
Max: Eles estão ficando quentes.
Horst: Um pouquinho.
Max: Eles estão ficando quentes.
Horst: Sim.
Max: Minha boca está em chamas. Seus dedos estão em chamas. Seu corpo está em chamas.
Horst: Sim.
Max: Minha boca cobre você todo.
Horst: Sim.
Max: Minha boca está no seu peito...
Horst: Sim.
Max: Beijando seu peito.
Horst: Sim.
Max: Aquecendo-o.
Horst: Sim.
Max: Mordendo seu peito.
Horst: Sim.
Max: Mordendo… bem…
Horst: Sim.
Max: Mais forte… bem forte... mais forte...
Horst: Pare! Isso machuca!
Max: Mais forte…
Horst: Não, pare com isso. Estou falando sério. Você está me machucando. [Uma pausa. Max segura o fôlego.)
Max: Você recuou.
Horst: Droga.
Max: Está excitante.
Horst: Para você talvez. Eu não tento machucar você.
Max: Eu gosto de um pouco de dor. É excitante.
Horst: Não tem nada de excitante. Não quando você é bruto.
Max: Eu não estou sendo bruto.
Horst: Sim, você está. Às vezes você é bruto.
Max: Ok. E daí? É excitante…
Horst: Por que você tem que estragar tudo? Você estava me aquecendo. Por que você não consegue ser gentil?
Max: Eu sou.
Horst: Você não é. Você tentou me machucar. Você tenta me aquecer, então me machuca? Eu já sou ferido o suficiente. Não quero mais dor. Por que você não consegue ser gentil?
Max: Eu sou.
Horst: Não, você não é. Você é como eles. Você é como a Gestapo. Você é como os guardas. Nós paramos de ser gentis. Eu já observava isso, quando estávamos lá fora. As pessoas causavam dor umas nas outras e chamavam isso de amor. Eu não quero ser assim mais. Você não faz amor para machucar as pessoas.
Max: Eu queria te aquecer. Era tudo o que eu queria. Não consigo fazer nada certo. Não entendo você. Eu costumava fazer as coisas funcionarem.
Horst: Você ainda consegue.
Max: As pessoas gostavam quando eu era bruto. A maioria. Não todo mundo. Menos ele.
Horst: Quem?
Max: O bailarino. Mas o resto gostava. Só um pouco de dor.
Horst: Você gostava disso?
Max: Eu não me lembro. Nunca conseguia me lembrar. Estava sempre bêbado. Havia sempre cocaína também. Nada parecia importar muito.
Horst: Algumas coisas realmente importam.
Max: Não para você.
Horst: Claro que sim.
Max: Eu não entendo você. O dia todo você passou dizendo que nada importava... sua tosse, seus dedos...
Horst: Eles importam.
Max: Eu não entendo nada mais.
Horst: Eles importam e eu não sou muçulmano. Você não é judeu e meus dedos estão frios.
Max: Eu quero que você seja feliz.
Horst: É verdade?
Max: Eu acho. Não sei. [Pausa.] Sim.
Horst: Então seja gentil comigo.
Max: Eu não sei como.
Horst: Apenas me abrace.
Max: Eu tenho medo de abraçar você.
Horst: Não tenha.
Max: Eu tenho.
Horst: Não tenha.
Max: Eu vou me sufocar.
Horst: Me abrace. Por favor, me abrace.
Max: Ok. Eu estou abraçando você.
Horst: É mesmo?
Max: Sim. Você está nos meus braços.
Horst: Estou?
Max: Você está aqui nos meus braços. Eu prometo que vou te segurar. Você está aqui.
Horst: Me toque.
Max: Não.
Horst: Gentilmente…
Max: Aqui.
Horst: Você está me tocando
Max: Sim. Tocando. Suavemente… Eu estou te tocando bem suave, bem gentil. Você está seguro. Vou te manter a salvo e quente…. Você está comigo agora… agora… Você nunca mais vai sentir frio novamente. Eu estou te abraçando... tão seguro e quente... Enquanto você estiver aqui, enquanto você estiver aqui comigo, enquanto eu estiver te abraçando, você vai estar salvo...

Horst: Eu vou enlouquecer. (Silêncio.) Vou enlouquecer. (Silêncio) Vou ficar doido. Eu sonho com pedras. Eu fecho meus olhos e me vejo carregando pedras. Elas nunca acabam. Nunca acabam. (Silêncio.) Eu vou enlouquecer.(obra bent)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Acho melhor não



Papai e eu guardamos por 10 dias a lama no potinho
Eu vivo num mundo paralelo e quero fugir dele.Não consigo e consigo
Permita que eu suma e retorne
Pare de pedir desculpas
Não me peça certezas
Não coordene meus braços
E digo sou cruel,agora sou.Sou uma garota de 26 anos com um amor platônico.O coração tá embrutecido e cheio de um amor não correspondido.
Leio aqui respostas de um tal Sebastian e já nem sei que falar.Personagens ficticios do meu filme.E pior que imagino quem poderia ser.Isto se torna ridiculo ou não
Extremamente entregue a meu solo
Trabalho,olho,sem medos,ansiosa e feliz nesta parte
No trabalho me recomponho,me equilibro
Um rasante na piscina trágica
Banhada em sangue nos braços
garota que corta a garganta,mata a mãe,a mulher que gira com os dedos que profetizam,o canto fúnebre
Pouco tempo para o sono e muito apego as cobertas
Muito tempo para pensar em ti e te esquecer.Manda por correio,torpedo que seja a fórmula que fez tu me esquecer
A pior fase,creia a pior fase
Eu descobri que meus esforços foram em vão
não tive como evitar
Foi como subir escadas, tropeçar e descer rolando de volta
Exagerei, mas foi mais ou menos assim que me senti
quando você me deixou
Vou escutar Vivendo no ócio e bandinhas indies
Vou maquiar antes que ele quebre minhas maquiagens
Vou beber quando possível pra eu ficar chata e brincar um pouco com as bixas na pista
Acho melhor não, prefiro vodka com limão
Acho melhor não, prefiro ir pro bar
Encher a cara até cair no chão
Vou dançar pra mim e gritar na sala
Aceitar que todo mundo é sozinho
Vou enfiar na minha mente a verdade
Vou aceitar,vou carimbar no corpo nãos
e vou deixar aos poucos de escrever
Meus 29 anos vai demorar e talvez eu tenha que aceitar
Que eu estou na fase de não saber o que estou fazendo
Por que alguém,ele,levou meu discernimento
Eu não sei lidar com tristeza dos outros
E cuidar de alguém
Eu só tenho coração enxarcado de doce e risadas amenas
Poucas palavras e vontade de compartilhar uma pizza
Uma grande idiota que carrega um coração escrito uma letra
Fechei meu corpo
Então imagine como ele é
Ponha "Fora Mônica" no teu som(essa música é demais)
Eu só tenho agora vontade de dançar feito louca,estourar as veias da minha mão nos ensaios,ver as crianças sorrindo no fim de semana e deitar na cama
Tô gritando por dentro,mas isso é a vida

Nada mais! Nada mais é igual
Acho graça do meu próprio infortúnio
Você também ri, mas não sei se não
Se é exatamente da mesma questão
Que falei da outra vez para apenas não ser tão piegas
Tudo bem você negar
Bem aqui desse lado
Talvez o lado errado pode estar certo pra você
Que então me partiu, sem chances de revidar
Me cansa e desperdiça o que eu tenho pra te dar
Meu amor
Nada mais! Nada mais a sentir
Nada mais a dizer, nada mais a fazer
Bem aqui desse lado alguma coisa pulsa por você
Esse é o clichê que não canso de usar pra fazer você perceber
Você tem andado meio lerda, distraída, desligada da vida
Esses dias
E eu tentei te salvar
Me consumi em rancor
Enfim, ter seu amor!
Tudo aqui ruiu, estou de mãos atadas
Não posso mais voltar atrás
Não sei bem ao certo se vale a pena seguir a tua estrada e te amar
Não me resta nada mais

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Será que não percebem?é um coração partido


Não precisa mostrar fotos,falar dele...pq ela o vê em quase tudo

Sentiu "saudades" da mão grande.Sumiço bom para ambos.É a vida...

Sim ela não aceita perdas
Então vai parar de escrever
Ela não consegue dormir.
Todo dia tenta achar seu caminho
A poesia está morrendo
Cansada de escrever,mas com necessidade de dizer,mas medo.
O seu teclado está estragando
E suas palavras não importam a ninguém
Talvez se ausente
Põe palavras dos outros
Não se sente confortável e corajosa para falar
Já não suporta a espera do nada
Tenta saber quem é neste tempo todo e preenche este tempo todo.
Ela NÃO tem mais tempo.Agenda cheia
Fale por ela, Arrabal!
Fale por mim canção e filme que me fez chorar tanto,que eu não sabia que tinah tanta lágrima e dor para sair.


(Fando e Lis estão sentados no chão. Perto deles se encontra um grande carrinho de criança, preto, envelhecido e descascado, com rodas finas de borracha macias e raios enferrujados. Por fora do carrinho e amarrados com cordas há uma porção de objetos, entre os quais destacam um tambor, uma coberta enrolada, uma vara de pescar, uma bola de couro e uma caçarola. Lis é paralítica das duas pernas.)
LIS - Mas eu vou morrer e ninguém vai se lembrar de mim.
FANDO - (Docemente) - Sim, Lis. Eu vou me lembrar de você e irei vê-la no cemitério com uma flor e um cachorro. (Longa pausa. Fando olha Lis. Emocionado.) - E no seu enterro cantarei baixinho o refrão "como é bonito um enterro, “Como é bonito um enterro", cuja música é muito engraçada. (Ele a olha silenciosamente e continua com ar satisfeito.) - Eu o farei por você.
LIS - Você me ama muito.
FANDO - Mas prefiro que você não morra. (Pausa) Vou ficar muito triste no dia que você morrer.
LIS - Ficar triste? Por que?
FANDO - (Desolado) - Não sei.
LIS - Você me diz isso, só porque ouviu dizer. Isso é sinal de que você não ficará triste. Você sempre me engana.
FANDO - Não, Lis, eu estou dizendo a verdade, vou ficar muito triste.
LIS - Você vai chorar?
FANDO - Farei um esforço, mas não sei se vou conseguir. Não sei se vou conseguir! Não sei se vou conseguir! Você acha que isso é uma resposta? Acredite em mim, Lis.
LIS - Mas acreditar em que?
FANDO - (Refletindo) - Não sei bem. Diga apenas que acredita em mim.
LIS - (Como um autômato) - Eu acredito em você.
FANDO - Mas nesse tom, não vale.
LIS - (Alegre) - Eu acredito em você.
FANDO - Assim também não vale, Lis. (Humildemente) - Fale direito, pois quando você quer, você sabe dizer muito bem as coisas.
LIS - (Num outro tom, também pouco sincero) - Eu acredito em você.
FANDO - (Abatido) Não, Lis, não. Não é assim. Tente outra vez.
LIS - (Faz um esforço, mas não são sinceras suas palavras) - Eu acredito em você.
FANDO - (Muito triste) - Não, não, Lis. Como você é, como se comporta mal comigo. Tente, mas direito.
LIS - (Sem ainda conseguir) - Eu acredito em você.
FANDO - (Violento) - Não, não, não é isso.
LIS - (Faz um esforço desesperado) - Eu acredito em você.
FANDO - (Violentíssimo) - Assim também não.
LIS - (Muito sincera) - Eu acredito em você.
FANDO - (Comovido) - Você acredita em mim, Lis! Você acredita em mim!
LIS - (Também comovida) - Eu acredito em você.
FANDO - Como eu sou feliz!
LIS - Eu acredito em você, porque quando fala, você parece um coelho e quando dorme comigo, você me deixa ficar com toda a coberta e fica sentindo frio.
FANDO - Isso não tem importância.
LIS - E sobretudo porque pelas manhãs você me banha na fonte e, assim, eu não tenho que me lavar, pois isso me aborrece muito.
FANDO - (Depois de uma pausa, resoluto) - Lis, quero fazer muitas coisas por você.
LIS - Quantas?
FANDO - (Reflete) - Quanto mais, melhor.
LIS - Então, o que você tem de fazer é lutar pela vida.
FANDO - Isso é muito difícil.
LIS - É assim que você pode fazer alguma coisa por mim.
FANDO - Lutar pela vida? Que coisas você diz! (Pausa) - Quase uma brincadeira. (Muito sério) - É que, Lis, não sei porque tenho que lutar pela vida e, talvez, se eu soubesse o porque, não teria forças; e inclusive, se eu tivesse forças, não sei se elas me serviriam para vencer.
LIS - Fando, faça um esforço.
FANDO - Fazer um esforço? (Pausa) - Talvez assim seja mais simples.
LIS - Temos que fazer um acordo.
FANDO - E você acha que isso nos ajudará?
LIS - Estou quase certa.
FANDO - (Pensa) - Mas, ajudar em que?
LIS - Não importa, o que interessa é que nos ajude.
FANDO - Para você tudo é muito simples.
LIS - Não, para mim também é difícil.
FANDO - Mas você tem soluções para tudo.
LIS - Não, eu nunca encontro soluções, o que ocorre é que me iludo dizendo que as tenho encontrado.
FANDO - Isso não vale.
LIS - Já sei que não vale, mas como ninguém me pergunta nada, dá no mesmo; além do mais, é muito bonito.
FANDO - Sim, está certo, é muito bonito. Mas e se alguém lhe perguntar alguma coisa?
LIS - Tanto faz. Ninguém pergunta nada. Todos estão muito atarefados buscando uma maneira de enganarem-se a si mesmos.
FANDO - Uh! Que complicado!
LIS - Sim, muito.
FANDO - (Comovido) - Como você é esperta, Lis!
LIS - Mas não me serve de nada, você sempre me faz sofrer.
FANDO - Não, Lis. Eu não lhe faço sofrer, muito pelo contrário.
LIS - Lembra-se de como você me pega quando pode.
FANDO - (Envergonhado) - É verdade. Não voltarei a fazer isso, você verá que não.
LIS - Você sempre me diz que não voltará a fazer, mas logo me atormenta o quanto pode e diz que vai me amarrar com uma corda para que eu não possa me mover. Você me faz chorar.
FANDO - (Terníssimo) - Fazia você chorar, principalmente, quando você estava naqueles dias. Não, Lis, não voltarei a fazer. Comprarei uma barca quando chegarmos a Tar e levarei você para ver um rio. Você quer, Lis?
LIS - Sim, Fando.
FANDO - E eu sentirei todas as suas dores, Lis, para que veja que eu não quero fazer você sofrer. (Pausa) - Terei filhos como você também.
LIS - (Comovida) - Como você é bom!
FANDO - Quer que eu lhe conte estórias bonitas, como a do homem que levava uma mulher paralítica, a caminho de Tar, num carrinho?
LIS - Primeiro, me leva pra passear.
FANDO - Sim, Lis. (Fando toma Lis nos braços e passeia com ela pela cena) - Olhe, Lis, como são bonitos o campo e a estrada.
LIS - Sim, como eu gosto!
FANDO - Olhe as pedras.
LIS - Sim, Fando, que pedras lindas!
FANDO - Olhe as flores.
LIS - Não tem flores, Fando.
FANDO - (Violento) - Dá no mesmo, olhe as flores.
LIS - Eu estou dizendo que não tem flores. (Lis fala agora num tom muito humilde, Fando, pelo contrário, se torna mais autoritário e violento por momentos.)
FANDO - (Gritando) - Eu disse para olhar as flores! Será que não entende?
LIS - Sim, Fando, me perdoa. (Longa pausa) - Como sofro por ser paralítica!
FANDO - É bom que seja paralítica, assim sou eu que levo você para passear. (Fando se cansa de carregar Lis nos braços ao mesmo tempo que se torna cada vez mais violento.)
LIS - (Bem docemente, temendo desagradar Fando) - Como está bonito o campo com suas flores e suas árvorezinhas.
FANDO - (Irritado) - Onde é que você está vendo árvores?
LIS - (Docemente) - Assim se diz: o campo com suas lindas árvores. (Pausa)
FANDO - Você é muito pesada. (Fando, sem nenhum cuidado, deixa Lis cair no chão.)
LIS - (Grita de dor) - Ai Fando! (Imediatamente com doçura, com medo de desagradar Fando) - Você me machucou!
FANDO - (Duramente) - Você ainda se queixa.
LIS - (Quase chorando) - Não, não me queixo. Muito obrigada, Fando. (Pausa) - Mas eu gostaria que você passeasse comigo no campo e me mostrasse as flores tão bonitas. (Fando, visivelmente desgostoso, segura Lis por uma perna e a arrasta pela cena.)
FANDO - Então, agora está vendo as flores? O que mais queria ver? Heim? Diga. Já viu o bastante?
LIS - (Soluça esforçando-se para que Fando não a ouça. Sem dúvida sofre muito) - Sim, sim. Obrigada... Fando.
FANDO - Ou quer que eu a carregue até o carrinho?
LIS - Sim, se não for incômodo. (Fando arrasta Lis pela mão até deixá-la junto ao carrinho)
FANDO - (Visivelmente chateado) - Eu tenho de fazer tudo pra você e ainda por cima você chora.
LIS - Me perdoa, Fando. (Ela soluça)
FANDO - Qualquer dia eu lhe deixarei e irei para bem longe de você.
LIS - (Chora) - Não, Fando, não me abandone. Eu só tenho você no mundo.
FANDO - Você não faz nada mais que me amolar. (Grita) - E não chora.
LIS - (Faz um esforço para não chorar) - Não estou chorando.
FANDO - Pare de chorar, eu já disse. Se você continuar chorando, vou me embora agora mesmo.
LIS - (Apesar de tentar impedi-lo, continua chorando)
FANDO - (Muito chateado) - Então você continua chorando, sempre, sempre, heim? Pois agora mesmo eu vou embora e não volto nunca mais. (Sai enfurecido. Depois de alguns instantes, Fando entra de novo, devagar e temeroso, até chegar onde está Lis.)
FANDO - Lis, me perdoe. (Humilde, Fando toma Lis nos braços e a beija. Depois ele a senta comodamente. Ela se deixa levar sem dizer nada)
FANDO - Eu nunca mais vou ser mau com você.
LIS - Como você é bom, Fando!
FANDO - Sim... Lis, você verá como eu vou me portar bem de agora em diante.
LIS - Sim, Fando.
FANDO - Me diga o que é que você quer.
LIS - Que nos coloquemos a caminho de Tar.
FANDO - Vamos partir imediatamente. (Fando toma Lis nos braços com muito cuidado e a coloca no carrinho) - Há muito tempo que nós estamos tentando chegar a Tar e não conseguimos nada.
LIS - Vamos tentar outra vez...
FANDO - Muito bem, Lis, como você quiser. (Fando empurra o carrinho que começa a cruzar lentamente a cena. Lis, dentro dele, olha para o fundo. Fando pára de repente, se dirige para Lis e lhe acaricia o rosto com as duas mãos. Pausa) - Eu peço perdão pelo que aconteceu. Eu não queria te fazer sofrer.
LIS - Eu sei disso, Fando.
FANDO - Confia em mim. Nunca mais vou fazer isso.
LIS - Sim, confio em você. Você é sempre muito bom comigo. Eu me lembro que quando eu estava no hospital, você me enviava cartas enormes, para que eu pudesse me gabar que recebia cartas tão grandes.
FANDO - (Envaidecido) - Isso não tem importância.
LIS - Também me lembro que, muitas vezes, como não tinha nada pra me contar, você me mandava um monte de papel higiênico para que a carta ficasse bem cheia.
FANDO - Isso não é nada, Lis.
LIS - Como eu ficava contente!
FANDO - Você está vendo como tem que confiar em mim?
LIS - Sim, Fando, eu confio.
FANDO - Sempre farei o que você mais goste.
LIS - Então, vamos nos apressar para chegarmos a Tar.
FANDO - (Triste) - Mas não chegaremos nunca. (Fando empurra o carrinho.)
LIS - Eu já sei, mas tentaremos.

domingo, 4 de outubro de 2009

Duerme Negrito



Esta canção é para todos que desejam dormir

Minha irmã cantava ao meu ouvido para fechar meus olhos e sonhar
Enquanto mamãe não voltava do trabalho e papai estav na rua
Eu colocava os dedos sobre os cabelos e enrolava até dormir
E minha irmã cantava
e eu adorava Mercedes Sosa
Uma força e um carinho na minha pequena criança
Dorme anjo que me ninou ao ser tão pequena

Duerme, duerme, negrito
Que tu mama está en el campo, negrito
Duerme, duerme, mobila
Que tu mama está en el campo, mobila
Te va traer codornices
Para ti.
Te va a traer rica fruta
Para ti
Te va a traer carne de cerdo
Para ti.
Te va a traer muchas cosas
Para ti.
Y si el negro no se duerme
Viene el diablo blanco
Y zas le come la patita
Chacapumba, chacapumba, apumba, chacapumba.
Duerme, duerme, negrito
Que tu mama está en el campo,
Negrito
Trabajando
Trabajando duramente, (Trabajando sí)
Trabajando e va de luto, (Trabajando sí)
Trabajando e no le pagan, (Trabajando sí)
Trabajando e va tosiendo, (Trabajando sí)
Para el negrito, chiquitito
Para el negrito si
Trabajando sí, Trabajando sí
Duerme, duerme, negrito
Que tu mama está en el campo
Negrito, negrito, negrito.

O diabo em uma tragédia



Você não existe. Eu não existo. Nós nos inventamos um ao outro. E porque nos inventamos um ao outro? Porque éramos tudo o que precisávamos, para continuar esse jogo".

Estava na cozinha
Uma barata morta
De repente ela se mexeu
Ai pensei
Meu amor é igual aquela barata semi morta
O meu inseticida não é eficiente
O inseticida dele é uma beleza,só me repele.E eu sou a barata que fica tonta aqui na cozinha

Todos dias ,estes dias,estes dias que parecem anos eu fico com medo.Medo do humano.Medo dos seus sentimentos ruins e dos sentimentos ruins que encontro em mim.
A inveja
A avareza
A prepotência dos outros ou quando isso se instala em mim
Eu não entendo gestos das pessoas
As palavras das pessoas
E tento falar pouco para as pessoas o que sinto
Se dizes:Te adoro !eu rirei com minah risadinha contida por que eu não sei que dizer
Impulsos neste corpo contidos.A não aceitação do que sou.Uma capa de livro,emtende?
As noites são as mesmas.Bebo para dançar.Nada me importa na pista,apenas que meu quadril se mova e meus pés voem.
Olha só o seu perfume no ar.
Maquiada com ar de quem sofreu;
Por amor e não quer mais se entregar.
Espera o tempo passar.
E até já dizem por aí.
Que ninguém vai conseguir se aproximar.
Que o lápis no seu olho é pra afastar.
Quem não quiser te ver feliz.
Eu não participo deste parque
Eu "machuco" as pessoas sem elas entenderem que na verdade não as estou machucando
Continuarei comendo cachorro quente pela manhã
Vendo a noite vira manhã
Vendo as pombas que se divertem no chão da calçada
Esperando que uma coisa bonita venha

E a música do filme não me sai da cabeça
Sim!
Eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu estou indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto
Quem sabe!
Mas eu preciso
Eu preciso esquecê-la...A minha grande
A minha pequena
A minha imensa obsessão

O diabo.A carta do diabo.Uma garota complicada.Que se contêm.Que tem impulsos.Que recebe carinhos nas costaspara os ombros não ficarem mais tensos.Sente que tem um dragão dentro dela e com uma grande faca em punho.Uma entedidade de vermelho dançando. Pés machucados da dança e da entrega.Medos bobos.Medos grandes.A cidade com calor a incomodou hoje.Tomou um banho quente demorado.
Pensei ,pensei ,pensei em electra e repousei o corpo na cama.Por que hoje não terás resposta de nada.E tua sessão terá que ter uns 45 minutos para te entender....ou mais..E que bom.Não quero ser decifrável.Quero longas conversas,longos olhares....e um dia eu direi:me achei,obrigada!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

"Gritando" na chuva dos dias



aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
euuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu.estou morrendo de saudades;;;

Pense em um dia de "sensações contrárias"...
De repente me vi querendo amar, me vi pensando em bloquear esse amor,
me vi tenso(até pisei na merda) mas dizem que é sorte.
Me vi imaturo e já refletindo maduro. Escrevi sem parar, continuo escrevendo.
Penso esvaziar e continuo cheio. Tem muito em mim que não vira palavra.
quase decide "não", refleti o "sim"
e fiquei com o "vamos ver" ....

Ela quis quebrar seu quarto roxo.Não por ser louca ou estar fora do estado normal.É o sentimentalismo que a perturba
Ele te lia vida espanca docemente.Ele te lia palavras aqui escritas
Ela mentiu.Disse que não escreveria mais de ti.Só que o mundo percebe sem óculos ou lupa que teu nome,tuas lembranças impregnam a tela do computador.
Quem passa os olhos sobre as palavras da pessoa que aqui escreve vê:uma garota que não consegue deixar de amar o jeito que ama alguém
Uma garota que é confusa e não tem a segurança para estar em outros braços,numa mão maior,num corpo maior.
Pediram que ela usasse.Ela não consegue usar.Seres humanos não são só sexo e boca.
Ela se apega as coisas ordinárias.Valoriza os pequenos gestos e leva em proporções grandiosas
Põe este ar elefante nas coisas
Não é qualquer um que consegue respirar no mesmo tempo que ela
Hoje seu piano tocou
Piano que guarda em si
Deu a primeira nota ao ler tais palavras
E lê:acho melhor
O que é melhor?O que?
O silêncio a despedaça
Se afastA.Se perde.Bebe.Aquário.Dança e tudo continua ali gritando descompassado no coração:falta,falta,falta
E dizem:isso é paixão mal resolvida
Sim é!Por que amor ela não sabe se é.Quando ela pensou que era amor tudo desabou como um edificio
A garota é fria.Ela não entende que não é ela só que sofre.Ai ela vê que existem pessoas que aqui dizem também sofrer
E isso doe.Por que as coisas não acabam dentro da gente.Por que a gente ama tanto e depois POR UM TEMPO não tem o que dar?
Ela se perde em garrafas em latas pra esquecer.Os liquidos trazem pequenas coragens na madrugada.E escreve.E ele entende por que ela faz isso
Não ele não entende...só diz que entende
Ela também não o entende.Ela não quer aceitar
Ela arrancou o calendário da sua mente
Ela que é mais bonita que uma capa de livro.Que consegue ser canalha e sincera ao mesmo tempo
Não quer adentrar o peito de outro sem que seja reciproca
Ela ainda anda voando apoiado nas costas do passado
Ela tenta se reinventar todo dia
Ela que olha dentro do olhar do outro que não a quer
Por que ele nunca a levaria para Tar
E eles tiveram o tempo suficiente para estarem juntos,mesmo que cartas digam ao contrário
Ele só entregou coração por um instante garota.Depois pôs pedras.
Ficaste com o músculo em tuas mãos..Tentas todo dia por ele para moer.Mas não tem forças para dizer não
Ela que olha no olho de quem ela não pode machucar
Ela que carrega uma escova de chão para apagar o teu nome ..esfrega com força até que canse os pequenos braços
Alguém ponha algemas na pequena Lis.Faça com que ela não escreva mais nada aqui
Mãos imovéis e um coração quieto.
Que ela pare de vomitar estas palavra para o nada...para o vento
Por que isto é idiota demais e as mãos já estão cansadas
Mas para quem ela pode falar?
Por que tem que esconder?
Ela se expõe e ele odeia isso
Chacoalha meu corpo mundo.Chacoalha até meus pensamentos se encaixarem na cabeçinha oca
Tudo oco aqui
Diga não!Caia na real
Por que ela vive na cena final do Terra estrangeira.Levando o corpo dele sangrando.Dizendo que precisa esquecer
Ela que vive num filme e sorri,mas todos vêem uma menina que chora
Mas ela não chora
Ela tranca até a garganta doer
Por que a vida ensina a ficar dura,dura até demais
Mas ela se desmancha ao passar por ruas
E ela olha para câmera que a acompanha e grita.Grita atrás do passado que foi embora.Ela ,de camisola numa rua.Molhada com a grandiosa chuva que toma conta da cidade cinza.A chuva revela na sua camisola transparente o nome dele escrito no corpo.

Ah tudo isso é uma grande idiotice
Palmas para seu nariz de palhaço garota
Palmas para todo dia que ele te coloca numa cesta de lixo

Um post totalmente masoquista e dolorido