um pouco do que me interessa

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Eu olhando a tela,eu na tela.



Uma baioneta sendo fincada lentamente no coração.Será que ela faz isso?

E de ti o silênciooooooooooo

Acordara disposta a pôr todas energias na dança.Fazia sua partítura da morte mentalmente.

Esboçou um sorriso e seguiu sozinha,tomada por uma tristeza melancólica.Viu o rosto de quem o coração ainda bate.Rosto visto pela tela,imagina se fosse ao vivo.

Seguiu e estava tão entregue ao dia,que não ouviu entre risos, que a dança não aconteceria.(pausa até terça).Comentamos sobre as coisas mudarem do nada,você tem de repente não as têm mais.
Resolveu caminhar pela cidade,sentindo um misto de calor com vento.Fazia tempo que não caminhava pelas ruas,que lembranças só as trazia.

Decidiu ir ao cinema.Sozinha.Cinema quase vazio.
Sentou -se à espera do nada,pois nem sabia sobre o que o filme dizia.
Surpreendeu-se.
Tomada pelo amor.
Se apaixonou ao ver ele na tela(beleza encantadora).Seu coração não pulsava desde aquele dia 12 de setembro fatídico.
Era uma beleza descomunal.Uma paixão de cinema.Sentiu-se uma adolescente.

Uma sensação de estar sozinha na sala de cinema,mas talvez melhor cia não poderia ter, além dela mesma.
Tomada pela relação confusa dos personagens.Sentindo aquele amor do passado.Se incomodou.Viu "alguém" na tela daquele cinema.
Tinha que ver até onde aquilo chegaria (mesmo que futricasse seu coração).Até onde uma pessoa não consegue se desprender do passado?
Lambo teu sangue,provando teu amor.
Tranco-te para não sair da minha vida.
Ponha a mão no meu coração.Diga o nome dela,se ele bater forte é por que te amo ainda.(Espero que nunca façam isso comigo!-pensou ela)
Jogo-me do penhasco,pois não voltas para mim .
Espero sentir ,o que ela ainda não te dá.
Reclusa nos meus 4 meses apareço!
Vermelho.
Quantos sonhos iguais a este eu já tive?Tu me beijando ao acordar?

"Orfeu: Mas, enfim, Senhora ... explicar-me-á?
A princesa: Nada. Se dorme, se sonha,
aceite os seus sonhos. É esse o papel do sonhador."

Bofetada na cara.O filme acaba com o diálogo:
-Mas é impossível ele amava tanto ela,eu vi com meus próprios olhos!
-Pois então, você viu e teve sorte de presenciar,pois ele sempre volta para seu antigo amor.Agora aquele amor que você viu, nem ele lembra mais.

Sai estarrecida,mexida,embrulhada.Apanhei um táxi com uma certa esperança e eis que surge telefonema . Trabalhos!E me preencho deles.E preencho meu tempo para não pensar,não sentir.

Eu não sei mais falar de amor.
Como diz o filme:"Uma mulher não consegue prender um homem por muito tempo".
Pois é,eu não sei.E desde quando amor se prende?
Sei que estava lá sozinha vendo minha pequena história numa tela de cinema.

Ela confessa:ela não acredita mais no amor.Esse onde as duas bocas se tocam.

Amanhã parte para um dia de trabalho.Não sentirás.Não pensarás.

Qualquer um sabe proferir palavras enganadoras;
as mentiras do corpo exigem outra ciência.

ps:ela não está numa tristeza devastora,mas pode-se dizer...ando tão á flor da pele,mas sem choros.

2 comentários:

Juggler boy™ disse...

Adorei!

Essa frase é a mais pura verdade:

"Qualquer um sabe proferir palavras enganadoras;
as mentiras do corpo exigem outra ciência."

Daiane Oliveira disse...

AMADA!!!
ESSAS COISAS SÓ ACONTECEM CONTIGO, NÉ?!
ENTRAR NO CINEMA E FAZER PARTE DO FILME TBM...
AFFF

BJOKAS!!!